Segundo Mariana Ianelli, que prefacia o livro, a brevidade dos contos é um artifício especial do autor, Carlos Dala Stella – sabedor de ilusionismos, transfigurações, metamorfose, secretas alquimias. “Tudo neste livro é império das mãos e dos olhos: pequenos jardins, teatros e seus bastidores, pensares que ganham corpo dentro de oficinas e ateliês, cinemas mudos da infância. O insubordinável dos sonhos e suas armadilhas encontram campo fértil onde se multiplicar”. E continua: “vê-se de cima, dos cimos, por dentro, no escuro. Ver é também, aqui, uma experiência tátil”.