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  • VII Seminário Nacional Investigando Práticas de Ensino (SNIPE)

  • V Seminário Internacional de Práticas Pedagógicas Inovadoras (SIPPI)

  • 2019

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    19 de outubro de 2019

    Onde

    Colégio Positivo - Jardim Ambiental - R. Itupava, 985 - Hugo Lange, Curitiba – PR

    Horário (de Brasília)

    8:00 - 12:00

    14:00 - 18:00

    TRANSMISSÃO ONLINE

    Acesso permitido às salas de relatos de experiência online somente no dia 19/10.

    Saiba como enviar

    Sobre o evento

    É com muita satisfação que realizamos o VII Seminário Nacional Investigando Práticas de Ensino em Sala de Aula (SNIPE) e o V Seminário Internacional de Práticas Pedagógicas Inovadoras (SIPPI), esse último em parceria com o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

    O tema do encontro deste ano é Ensinar para a complexidade na era digital: compromisso com a formação integral e o desenvolvimento sustentável.

    Com esse tema, pretendemos demonstrar a importância de alinhar o fazer pedagógico dos professores no cotidiano de suas salas de aula com questões extremamente relevantes para a educação de nossos estudantes. Nesse contexto, consideramos a necessidade de enfrentarmos os desafios da vida em sociedade no momento presente, os quais, se não forem devidamente equacionados, impactarão negativamente o futuro das próximas gerações e a própria vida no planeta Terra.

    Destacamos, como objeto das reflexões e trocas de experiência durante o seminário, o compromisso que os educadores devem ter com a formação integral dos estudantes na perspectiva do desenvolvimento sustentável. Isso sem prescindir do uso crítico das novas tecnologias no ensino, alimentado pela necessidade de entender a complexidade do mundo que nos cerca.

    Mais informações sobre o evento

    Concordamos com Zabala (2002, p. 59) quando o autor afirma que “Formar para um desenvolvimento humano comprometido com a melhoria da sociedade implica uma educação para a complexidade”.

    Mas o que se entende por complexidade?

    Uma primeira noção do conceito de complexidade pode ser encontrada no significado da palavra “complexo”, que, de acordo com o Dicionário Aurélio, é o “[…] Que abrange ou encerra muitos elementos; observável sob diferentes aspectos; […] Grupo ou conjunto de coisas, fatos ou circunstâncias que têm qualquer ligação ou nexo entre si;” (FERREIRA, 2004, p. 509). Porém, devemos aos estudos de Edgar Morin o aprofundamento do conceito. Para o autor,

    A um primeiro olhar, a complexidade é um tecido (complexus: o que é tecido junto) de constituintes heterogêneas inseparavelmente associadas: ela coloca o paradoxo do uno e do múltiplo. Num segundo momento, a complexidade é efetivamente o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem nosso mundo fenomênico. (MORIN, 2008, p. 254)

    Ainda de acordo com o pensamento de Morin, a complexidade consiste, em síntese, numa perspectiva que permite a leitura de mundo por meio da ligação de noções e conceitos sobre a realidade que, até então, concebíamos e percebíamos como separados e isolados, fruto de uma lógica de pensamento reducionista e simplificadora. Além disso, o olhar da complexidade para a realidade física e social comporta um pensamento, igualmente complexo, que permite unir ideias antagônicas e contraditórias, que passam a ser percebidas como complementares (MORIN, 2008, p. 458).

    As implicações de assumir o pensamento complexo no ato de ensinar incita os professores a fazer mediações pedagógicas para ligar os saberes escolares, criando pontes entre eles e os desafios da vida em sociedade. Os desafios se apresentam, notadamente, de forma complexa, na qual os acontecimentos estão todos conectados e são interdependentes, exigindo ações que vão do âmbito particular ao geral e do local ao global.

    Esse ponto de vista é abordado por Zabala, quando afirma que uma visão globalizadora do ensino implica reconhecer que o objeto fundamental de estudo dos estudantes é o conhecimento e a intervenção na realidade.

    Ser capazes de compreender e intervir na realidade comporta dispor de instrumentos cognoscitivos que permitam lidar com a complexidade: modelos de conhecimento e atuação desde um pensamento para a complexidade e desde a complexidade. (ZABALA, 2008, p. 35)

    Ensinar para a complexidade sugere, portanto, que se pense nas possibilidades de integração entre diferentes áreas de conhecimento e componentes curriculares, para romper com a fragmentação do conhecimento, quase sempre isolado nas fronteiras rígidas das disciplinas, reforçando, cada vez mais, o caráter pluridisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar da organização curricular e do ensino. Essa perspectiva está presente também nas Diretrizes Curriculares:

    Na organização e gestão do currículo, as abordagens disciplinar, pluridisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar requerem a atenção criteriosa da instituição escolar, porque revelam a visão de mundo que orienta as práticas pedagógicas dos educadores e organizam o trabalho do estudante. (BRASIL, 2013, p. 27)

    Pensando nisso, a perspectiva da complexidade favorece a ideia de um currículo integrado, assim como pressupõe práticas de ensino voltadas para a educação integral dos estudantes.

    Entendemos que a educação integral é uma das condições para a construção de um mundo melhor, sem desigualdades, aberto às diversidades e à justiça social.

    Tomando como referência o conceito de educação integral descrito na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devemos ter clareza de que esse processo visa “à construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea” (BRASIL, 2017, p. 14).

    Assim, o processo de ensino, revestido do olhar para a complexidade, precisa investir em duas frentes de atuação: 1) na formação integral dos estudantes e 2) na identificação dos desafios da vida na sociedade contemporânea.

    Essas duas frentes estão interligadas de forma complexa e devem estar na pauta de formação de todos os professores, por isso a emergência e a urgência de enfrentarmos a temática proposta pelo seminário.

    Para contemplar a formação integral, é necessário que o processo de ensino seja abrangente e de longo alcance, tendo em vista a integralidade do ser humano em suas dimensões, cognitiva, afetiva, motora, conativa e social. As competências e habilidades em todas essas dimensões devem ser desenvolvidas por meio de metodologias de ensino ativas que promovam aprendizagens significativas, favorecendo o protagonismo e a ação dos estudantes na resolução criativa de problemas postos pela realidade complexa, desde a mais próxima até a mais distante.

    Portanto, o ponto de partida e de chegada do processo de ensino deve ser a realidade imediata dos estudantes, pondo em evidência, nas suas localidades próximas, os desafios da sociedade contemporânea global.

    A maioria dos problemas que enfrentamos nos dias de hoje está relacionada ao desenvolvimento sustentável em todas as esferas de atuação humana e na sua relação com a natureza.

    De acordo com o relatório da ONU (1987) intitulado Nosso futuro comum, elaborado pela Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável “implica atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender suas próprias necessidades”. Dessa forma, entende-se que o desenvolvimento sustentável abrange, de forma complexa, além da dimensão ambiental, a dimensão econômica e social.

    Essa compreensão está explicitada nos objetivos para o desenvolvimento sustentável postos na Agenda 2030 da ONU e nas competências gerais da BNCC.

    A Agenda 2030 identifica algumas áreas de atuação como de importância crucial para a humanidade e para o planeta.

    De acordo com a descrição da ONU, as áreas são as seguintes:

    Pessoas

    Estamos determinados a acabar com a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões, e garantir que todos os seres humanos possam realizar o seu potencial em dignidade e igualdade, em um ambiente saudável.

    Planeta

    Estamos determinados a proteger o planeta da degradação, sobretudo por meio do consumo e da produção sustentáveis, da gestão sustentável dos seus recursos naturais e tomando medidas urgentes sobre a mudança climática, para que ele possa suportar as necessidades das gerações presentes e futuras.

    Prosperidade

    Estamos determinados a assegurar que todos os seres humanos possam desfrutar de uma vida próspera e de plena realização pessoal, e que o progresso econômico, social e tecnológico ocorra em harmonia com a natureza.

    Paz

    Estamos determinados a promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas que estão livres do medo e da violência. Não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz e não há paz sem desenvolvimento sustentável.

    ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS.  Transformando nosso mundo: a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Disponível em <https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/>. Acesso em: 8 abr. 2019.

    Em síntese, acreditamos que a formação integral dos estudantes deve prepará-los para a resolução de problemas sociais, favorecendo o exercício responsável da cidadania orientado para o desenvolvimento sustentável.

    Para isso, é necessário articular o processo de ensino voltado à complexidade no contexto da era digital.

    Também chamada “era da informação”, a era digital é caracterizada pelos desafios decorrentes das mudanças constantes da tecnologia. Para lidar com esse tipo de demanda, os professores precisam de base teórica e conhecimentos que forneçam uma fundamentação sólida para seu ensino, incorporando as inovações tecnológicas.

    No entanto, uma das preocupações da prática pedagógica na era digital, mesmo sabendo da necessidade de inovações constantes, é a respeito de como podemos desfrutar de todos os recursos tecnológicos disponíveis sem perder nosso senso humano.

    As crianças e os jovens da era digital encontram-se, muitas vezes, mais habituados a se relacionar usando um teclado do que a fala, o olhar e o toque. Em que pese a necessidade do uso da tecnologia, é importante que as estratégias de ensino, com ou sem aparatos tecnológicos, oportunizem o desenvolvimento de diferentes linguagens, verbais e não verbais. É fundamental que as práticas de sala de aula criem espaços para que os estudantes reconheçam os seus sentimentos por meio do olhar para si e para o outro no encontro das faces e dos gestos. Igualmente importante é que a prática pedagógica permita a interação dos estudantes com diferentes grupos sociais e, nesse processo, aprendam a ser cooperativos, a escutar ativamente, a expressar suas emoções e a ser empáticos.

    Por isso, não se pode perder de vista que a interação e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais são fundamentais no processo de aprendizagem com o uso das novas tecnologias da comunicação e informação em sala de aula. Um exemplo que vai nessa direção é a chamada cultura maker, o movimento do “faça você mesmo” ou do “botar a mão na massa”. Esse movimento se estrutura, principalmente, nos princípios da criatividade, da colaboração, do compartilhamento e da sustentabilidade, princípios esses que estão em sintonia com a formação que a escola pretende oferecer aos cidadãos do futuro.

    Pensando em todas as dimensões apresentadas, os professores poderão apresentar seus trabalhos de relatos de experiência em sala de aula que estejam articulados ao tema do seminário.

     

    REFERÊNCIAS

    BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.

     

    BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: a educação é a base. Brasília: MEC, 2018.

     

    FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 3. ed. Curitiba: Positivo, 2004.

     

    MORIN, Edgar. O método 1: a natureza da natureza. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 2008.

     

    ONU. Assembleia Geral. Relatório da comissão mundial sobre meio ambiente e desenvolvimento: 96.a reunião plenária de 11 de dezembro de 1987. Disponível em: <https://www.un.org/documents/ga/res/42/ares42-187.htm>. Acesso em 17 jul. 2019.

     

    ZABALA, Antoni. Enfoque globalizador e pensamento complexo: uma proposta para o currículo escolar. Porto Alegre: Artmed, 2002.


    Realização

    Apoiadores

    Programação

    O evento é composto de atividades presenciais e on-line. Para acessar o detalhamento das atividades, clique nos links presentes na programação.

    19 / outubro / 2019

    HorárioAtividadesDescriçãoLocal
    Brasil
    Portugal
    07h30 às 08h00
    11h30 às 12h00
    Credenciamento Recepção do auditório
    Brasil
    Portugal
    08h00 às 08h30
    12h00 às 12h30
    Abertura
    Auditório
    Brasil
    Portugal
    08h30 às 09h30
    12h30 às 13h30
    Palestra: Desenvolvimento das habilidades socioemocionais na escola na perspectiva da educação para a complexidade
    Palestrante: Carla Tieppo
    Auditório
    Brasil
    Portugal
    09h30 às 10h00
    13h30 às 14h00
    Intervalo para o café
    Brasil
    Portugal
    10h00 às 12h00
    14h00 às 16h00
    Relatos de experiência presenciais Clique no link ao lado
    Brasil
    Portugal
    10h00 às 12h00
    14h00 às 16h00
    Relatos de experiência online
    Brasil
    Portugal
    10h00 às 12h00
    14h00 às 16h00
    Workshop: Pensamento computacional, programação e robótica - o ambiente OpenRoberta *Vagas limitadas Divulgação da sala no dia do evento
    Brasil
    Portugal
    12h00 às 14h00
    16h00 às 18h00
    Almoço Livre
    Brasil
    Portugal
    14h00 às 16h00
    18h00 às 20h00
    Relatos de experiência presenciais Clique no link ao lado
    Brasil
    Portugal
    14h00 às 16h00
    18h00 às 20h00
    Relatos de experiência online
    Brasil
    Portugal
    14h00 às 16h00
    18h00 às 20h00
    Workshop: A cultura maker e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais em sala de aula *Vagas limitadas Divulgação da sala no dia do evento
    Brasil
    Portugal
    16h00 às 16h20
    20h00 às 20h20
    Intervalo para o café
    Brasil
    Portugal
    16h20às 17h20
    20h20 às 21h20
    Painel: Experiências didáticas em ambientes educativos inovadores
    João Piedade - Universidade de Lisboa
    Michelle Müller Rossi - Colégio La Salle de Canoas/RS
    Mediação: Joseph Razouk Jr. - Diretor Editorial da Editora Positivo
    Auditório
    Brasil
    Portugal
    17h20 às 18h10
    21h20 às 22h10
    Performance: Sala invertida e os alunos - os verdadeiros protagonistas da história
    Prof. Carlos Eduardo Costa Pinto e alunas do Colégio Tiradentes da Policia Militar - CTPM – unidade de Barbacena/MG
    Auditório
    Brasil
    Portugal
    18h10
    22h10
    Encerramento
    Joseph Razouk Jr. - Diretor Editorial da Editora Positivo
    Auditório

    Aos participantes de outras cidades, clique aqui e veja as sugestões de hotéis próximos ao local do evento.


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    I SNIPE (2013)
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    II SNIPE (2014)
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    III SNIPE e I SIPPI (2015)
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    IV SNIPE e II SIPPI (2016)
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    V SNIPE & III SIPPI (2017)
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    VI SNIPE & IV SIPPI (2018)
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